
Nova Iorque.
Voltar não significava nunca ter partido. Olhava
constantemente por cima do ombro, para trás. Nada via, mas temia… sabia-os
perto, como uma onda no oceano da qual não conseguimos fugir. A contramaré
arrastava-a, prendia-lhe os movimentos e fraquejavam-lhe os membros, já
dormentes de tanto insistir.
Queria perder-se na multidão. Sentir-se
pequena, apenas outra entre muitos. Apagar a diferença, a marca, a insígnia.
Ele saboreava-a.


